FRANÇA | terceiro dia em Paris: Musée d'Orsay, Sainte-Chapelle e clássicos parisienses

Prontos para mais uma ideia de roteiro em Paris? Hoje é o nosso terceiro dia na Cidade Luz, e o trajeto ficou um pouco mais curto e corrido. A previsão de muita chuva no final da tarde mudou nossos planos no caminho, mas fique tranquilo: toda a pesquisa que fiz para montar a rota não vai ser desperdiçada. Aqui você encontra as dicas que eu reuni no vídeo para te ajudar a montar o seu roteiro também.
Começamos no belíssimo Musée d'Orsay, seguimos caminhando pela margem do rio Sena até a Sainte-Chapelle, famosa pelos vitrais coloridos e pelo teto num tom de azul de cair o queixo. Depois saímos em busca de um cantinho gostoso para almoçar. Infelizmente, a chuva forte nos impediu de finalizar o dia no Panthéon e no Jardim de Luxemburgo, mas as dicas que organizei aqui valem cada minuto. Vem comigo nesse passeio por mais um dia de clássicos parisienses.
RESUMO DO ROTEIRO DO TERCEIRO DIA EM PARIS
📍 Musée d'Orsay
📍 Margens do rio Sena
📍 Sainte-Chapelle
📍 Le Pasil
MUSÉE D'ORSAY 🎨
Se tem uma coisa que faz diferença na experiência de museus em Paris, é garantir os tickets com antecedência. Olha para essa fila: aqui no Musée d'Orsay, as filas costumam ser extensas, às vezes maiores que a do Louvre, porque o Louvre também possui um espaço muito maior e a rotatividade funciona melhor por lá.
Eu vou falar de novo: compre seus ingressos com antecedência. Ah, mas Cris, todo mundo fala isso, eu cheguei lá e consegui comprar na hora. Ok, algumas vezes você vai conseguir comprar na hora, mas você não vai querer correr o risco de se frustrar, de chegar até o local e não ter como entrar, porque isso pode acontecer também. E nem vai querer perder tempo de uma viagem tão cara em filas imensas, sendo que você pode reduzir consideravelmente esse tempo se planejando e comprando com antecedência.
Existem duas filas: uma dá volta no quarteirão na frente do museu, a outra está aparentemente grande, mas flui. De frente para o museu, à direita, a fila C2 é imensa. Do lado esquerdo, a fila C1, para quem já possui ticket, já terminou. A C2 continua extensa e sempre aumentando. Essa imagem eu fiz quando nós estávamos já no terceiro andar do museu, curtindo e vendo as obras. Vai vendo aí quanto tempo a gente já adiantou por comprar antecipado.
Depois de servir como estação ferroviária até 1939, o prédio onde hoje funciona o Musée d'Orsay ficou anos sem uso, chegou a ser usado como centro de correios na Segunda Guerra e quase foi demolido nos anos 70, até que foi salvo para se transformar no atual museu. Durante a Exposição Universal de 1900, no térreo, o visitante é recebido por uma verdadeira avenida de esculturas, um espaço amplo e iluminado onde obras em mármore, bronze e outros materiais impressionam pela riqueza de detalhes e expressividade.
Principais atrações dentro do Musée d'Orsay:
- Relógio dourado no térreo, um dos objetos mais fotografados do museu e um dos poucos elementos originais da antiga estação de trem Gare d'Orsay
- Relógio de vidro no quinto andar, ponto disputado para fotos com vista da basílica de Sacré-Cœur ao fundo
- Maior coleção de obras impressionistas do mundo, com pinturas de Monet, Renoir, Degas, Van Gogh e tantos outros
- Obra famosa de Renoir, exibida na exposição impressionista de 1877, retratando a alegria e o clima animado de um baile ao ar livre em Montmartre
- Noite estrelada sobre o Ródano, de Van Gogh, pintura pós-impressionista de 1888, a "Monalisa" do Musée d'Orsay
- Esculturas de animais de François Pompon, como o famoso urso polar
- Hércules, o arqueiro, de um ex-assistente de Rodin
A Malu entrou numa missão de fotografar todas as obras do museu, e nada que eu explicasse de que não daria tempo a deixava satisfeita. Por fim, depois de muita conversa, ela aceitou os argumentos. No quinto andar, ela se encantou com as pinturas feitas com pontinhos, a técnica do pontilhado, e disse que ia tentar reproduzir essas técnicas de pintura quando chegássemos lá.
O famoso quarto em Arles estava em exposição no Louvre na data da nossa visita. Isso é algo que você pode consultar no site oficial do museu: se deseja visitar uma obra específica, verifique antes se ela estará à disposição na data da sua visita.
Se você observar pela lateral do museu, do lado de fora, em frente ao rio Sena, vai perceber dois relógios de vidro desse que tem a vista maravilhosa. Lá dentro, um deles fica no restaurante do museu, e esse ninguém acessa para tirar fotos. Você passa direto pelo restaurante e, logo à frente, encontra o relógio que pode fotografar à vontade.
🎟️ Ingresso 2025: €16,00 (adulto) | €13,00 (criança) | gratuito no primeiro domingo do mês | quintas com horários e valores reduzidos
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Compre os ingressos com antecedência pelo site oficial (link na descrição do vídeo no YouTube).
✅ Considere o Paris Museum Pass, passaporte que dá acesso a vários museus de Paris.
✅ Para usufruir da gratuidade aos domingos, é necessário fazer reserva online.
✅ Entre no site oficial, selecione as principais obras que te atraem, pegue o mapa e trace uma rota lógica para não ficar subindo e descendo sem necessidade.
✅ Vá sem correr, mas saiba a direção que precisa seguir para otimizar o tempo.
✅ Verifique antes se a obra específica que você quer ver estará em exposição na data da visita.
MARGENS DO RIO SENA 🚶♀️
Daqui seguimos caminhando pelas margens do rio Sena. Meus planos iniciais eram acessar a Île de la Cité, uma ilha com centro histórico no meio do rio Sena, pela ponte que dá acesso à Notre-Dame. Mas meu pai tinha outros planos: ele preferiu seguir uma rota para encontrar alguns marcos da maçonaria no caminho. A Notre-Dame se encontrava fechada na época e, como eu já conheço, seguimos os passos dele até a Sainte-Chapelle, nossa próxima parada.
Caminhar pelas margens do rio Sena também é uma oportunidade de descobrir as charmosas bancas dos bouquinistes, vendedores tradicionais de livros usados, pôsteres vintage, gravuras antigas e souvenirs clássicos de Paris. Esses pequenos tesouros a céu aberto são perfeitos para quem quer levar um pedacinho autêntico da cidade para casa, seja um pôster retrô, uma edição rara de livro ou uma lembrança única, longe das lojas turísticas comuns. É muita cara de Paris, gente.
SAINTE-CHAPELLE ⛪
Chegamos adiantados e entramos adiantadinhos. Nosso horário era às 15h, e a fila de lá era para quem ainda não tinha bilhete. Como sempre, as filas sem bilhete são mais longas.
A Sainte-Chapelle é considerada uma das mais belas joias da arquitetura gótica francesa. Foi construída no século XI por ordem do rei Luís I, o futuro São Luís, projetada para abrigar relíquias sagradas, como a suposta coroa de espinhos de Cristo, o que a tornava um dos principais centros de peregrinação da Europa medieval.
O grande destaque está nos deslumbrantes vitrais coloridos que cobrem 15 enormes janelas e contam nada menos que 1.113 cenas bíblicas, narrando de Gênesis ao Apocalipse. Quando a luz do sol atravessa esses vitrais, o interior da capela se transforma em um verdadeiro mar de cores. É um espetáculo inesquecível.
Apesar de hoje parecer uma única igreja, a Sainte-Chapelle tem duas capelas sobrepostas: a inferior, simples, servia para os servos e funcionários do palácio; a superior, onde ficam os vitrais, era reservada à família real. Levou apenas 7 anos para ser concluída, entre 1241 e 1248, um feito impressionante para a época, já que outras catedrais góticas levavam décadas e até séculos.
Na parte superior, 12 estátuas de apóstolos estão posicionadas entre os vitrais, guardando as janelas. O azul intenso e o vermelho predominantes nos vitrais, no teto e nas paredes não foram escolhidos por acaso: eram cores predominantes na Idade Média. Há quem acredite que o azul representava o céu e a presença divina, enquanto o vermelho remetia ao sangue de Cristo e ao sacrifício. As estampas de flor de lis douradas trazem um brilho que impressiona e choca ao mesmo tempo, especialmente num primeiro olhar, porque não é o que a gente costuma esperar dos templos religiosos que visitamos.
🎟️ Ingresso 2025: €19,00 (adulto, pode variar conforme a estação, chegando a €13,00) | €13,00 às quartas-feiras | gratuito para menores de 18 anos | incluído no Paris Museum Pass, mas exige reserva prévia
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Compre os bilhetes com antecedência (link na descrição do vídeo no YouTube).
✅ Mesmo com o Paris Museum Pass, faça reserva prévia.
✅ Chegue no horário reservado para evitar filas maiores.
LE PASIL 🍽️
Saímos em busca de um local para comer por ali e encontramos o Le Pasil. Dá para dizer que viemos para Paris e gastamos como bons parisienses na reunião: meus pais e a Malu foram de pizza novamente, o Alexandre pediu uma salada que, obviamente, estava maravilhosa, e eu pedi frios porque queria muito comer uns queijos franceses.
O lugar é ok, nada de excepcional, mas valeu a experiência. Esse restaurante ficava entre o Jardim de Luxemburgo e o Panthéon, que eram os nossos dois próximos planos.
PANTHÉON E JARDIM DE LUXEMBOURGO | PLANOS INTERROMPIDOS PELA CHUVA
Ir para o Panthéon e depois para o Jardim de Luxemburgo estava no nosso roteiro, mas infelizmente o que veio em seguida foi só chuva. Muita chuva mesmo, vento, sombrinha quebrada e uma decisão nem muito acertada de voltar para o hotel. O que aconteceu? Chegamos lá e a chuva parou. Fica aqui registrado para quem tiver mais sorte com o tempo do que a gente nesse dia.
DICAS FINAIS DO BLOG ALECRIM
✔️ Compre ingressos com antecedência nos museus de Paris: Musée d'Orsay e Sainte-Chapelle valem cada minuto economizado na fila.
✔️ Consulte o site oficial dos museus antes da visita para confirmar se a obra que você quer ver estará em exposição.
✔️ Trace uma rota lógica dentro dos museus com o mapa oficial para otimizar o tempo.
✔️ Aproveite a caminhada pelas margens do Sena e as bancas dos bouquinistes no caminho.
✔️ Leve um plano B para dias com previsão de chuva, porque Paris muda os planos no meio do trajeto.
Espero que tenham curtido mais esse registro do nosso terceiro dia em Paris. Semana que vem tem mais vídeo da cidade por aqui no canal.
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