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MINAS | Ouro Preto em 6 horas: história, O Passo e Canelinha

Hoje é dia de bate-volta. Saímos de Belo Horizonte bem cedinho para aproveitar seis horas em Ouro Preto, cidade histórica da minha querida Minas Gerais. Tem muita história, muita cultura e, claro, sabores inesquecíveis.
Essa viagem ainda tem um gostinho especial: eu trabalhei aqui por um tempo e tem um restaurante que marcou a minha memória. Fazia muito tempo que eu queria voltar para matar a saudade dos pratos que ficaram gravados no paladar. Será que o sabor continua o mesmo? Vamos descobrir juntos, subindo as ladeiras.
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RESUMO DO ROTEIRO EM OURO PRETO
📍 Centro histórico (Vila Rica)
📍 Restaurante O Passo
📍 Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo
📍 Chocolates Ouro Preto
📍 Pôr do sol nas ladeiras
OURO PRETO | DA VILA RICA AO PATRIMÔNIO DA UNESCO


Você sabia que Ouro Preto já foi uma das cidades mais ricas das Américas? E também uma das mais populosas? Por volta de 1760, chegou a ter mais habitantes que Nova York.
Os nomes do vilarejo remetem à riqueza: já foi chamada de Vila Rica, enquanto capital de Minas Gerais. O nome Ouro Preto vem de um ouro escuro, recoberto com uma camada de óxido de ferro, típico da cidade.
Fundada no século XVII, foi o coração do ciclo do ouro no Brasil e palco da Inconfidência Mineira, liderada por Tiradentes. Hoje é Patrimônio Mundial da Unesco: ruas de pedra, casarões coloniais e igrejas incríveis, como a Igreja de São Francisco de Assis (projetada pelo mestre Aleijadinho) e a Igreja Nossa Senhora do Carmo.
O Museu da Inconfidência guarda segredos da luta pela independência e objetos históricos raros. Nós já visitamos anteriormente; desta vez não entramos, mas vale a sua visita.
Ouro Preto tem 12 igrejas históricas. A Basílica de Nossa Senhora do Pilar está entre as igrejas com maior quantidade de ouro do Brasil. A Igreja de São Francisco de Assis está entre as sete maravilhas portuguesas do mundo. Além disso, há vários mirantes e vistas incríveis da cidade. No vídeo eu deixo na descrição duas listas: uma com as igrejas e outra com os mirantes, para ajudar no roteiro.
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Seis horas dão para sentir a cidade, comer bem e caminhar. Não dá para ver tudo.
✅ Museu da Inconfidência: vale, mesmo que a gente tenha pulado nesta volta.
✅ Calçado confortável. Ladeira é regra.
RESTAURANTE O PASSO | A SAUDADE NO CARDÁPIO 🍝


“Vó, agora é só subir o morro ali e a gente chega no restaurante.” Foi assim, subindo o morrinho, que chegamos ao Passo. Eu tinha um foco claro nesse dia: voltar a esse restaurante e sentir de novo o sabor de um prato que ficou na memória.
O prato era uma pasta: macarrão ao molho de abóbora moranga e carne seca, com couve bem fininha fritinha por cima. Infelizmente, não tinha mais no cardápio. Aparentemente foi substituído por um nhoque com combinação bastante semelhante. Essa foi a minha escolha.
O veredito: estava tudo muito bom. Mas a saudade daquele prato permaneceu. Eu ainda fiquei naquela vontade.
O segundo desejo era a sobremesa: um petit gateau de goiabada com sorvete de queijo. Também foi substituído. No lugar, uma goiabada prensada e quente com sorvete de queijo. Essa sim estava divina e conseguiu superar a memória antiga: texturas e sabores perfeitos.
O prato do Alexandre eu experimentei também e estava maravilhoso. Os nomes dos pratos que comemos ficam na descrição do vídeo, como sugestão.
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Vá sabendo que cardápio muda. O prato da memória pode ter virado outro (no meu caso, nhoque no lugar da pasta).
✅ A sobremesa de goiabada com sorvete de queijo valeu a volta sozinha.
✅ Suba o morrinho com paciência. A vó não caiu, a gente também não.
IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO CARMO ⛪


No passeio pelo centro histórico, passamos pela Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Quem mais aqui é mineira além de mim? Eu, uai. Então bora conhecer Ouro Preto. Arreda pra lá.
Entre um “uai” e outro, a Malu ainda aprovou doce de mamão ralado e a gente deu risada numa cafeteria (“sério que tem café numa cafeteria? Achei que tinha chá”). Catuaí vermelho, amarelo… pode ser, hein?
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Inclua ao menos uma igreja no bate-volta. O Carmo estava no nosso caminho.
✅ Se gostar de café especial, tem espaço para provar catuaí por ali.
CHOCOLATES OURO PRETO | CANELINHA COM VISTA ☕


Para fechar a tarde gastronômica pela antiga Vila Rica, eu não poderia ir embora sem um cafezinho na Chocolates Ouro Preto. Ambiente super aconchegante e vista linda da Praça Tiradentes e da Rua Direita. A Malu se esbaldou. O cardápio é farto e o preço, olha, é honesto.
Eu me aventurei no pedido que já era o meu favorito da casa: o Canelinha, um cafezinho com panna (chantilly) e canela salpicada por cima. Combinação maravilhosa. Eu aprecio café puro e sem açúcar em 99% das vezes. Aquele 1% eu deixo um espaço especial para o Canelinha.
Na saída, aproveite a lojinha: várias lembrancinhas mineirinhas com temática de Ouro Preto. Minha dica para presentear alguém são as tirinhas de casca de laranja cobertas com chocolate.
DICAS IMPERDÍVEIS:
✅ Canelinha, sempre.
✅ Mesa com vista da Praça Tiradentes, se conseguir.
✅ Casca de laranja com chocolate na lojinha: presente fácil e gostoso.
PÔR DO SOL NAS RUAS ESTREITAS 🌅


Na saída, a gente viu um pôr do sol bonito. O Alexandre parou no posto; não dava para fazer retorno (Ouro Preto, né? Ruas super estreitas). Eu e a Malu descemos a pé para tentar tirar foto do pôr do sol. “Sem cair, filha. De preferência.”
Despedida: “Vamos despedir de Ouro Preto, filha?” “Vamos!” E a mensagem da Malu para o pessoal? “Mofo!” (Tradução livre: ela quis dizer “fofo”. Ou quase.)
DICAS FINAIS DO BLOG ALECRIM
✔️ Seis horas a partir de BH bastam para um bate-volta gostoso: um almoço com história pessoal, uma igreja, um café com vista e ladeiras no pôr do sol.
✔️ Vá pelo sabor e pela memória, não só pelo checklist de igrejas.
✔️ Canelinha no final muda o dia.
Me conta: você iria a Ouro Preto primeiro pela história ou pela comida?